FILOSOFIA DO T.U.C.A.

GRATUIDADE NOS ATENDIMENTOS

     A gratuidade dos atendimentos espirituais realizados pelo T.U.C.A. ou em seu nome é uma exigência do próprio mentor espiritual do espaço. O vínculo associativo é opcional e não implica nos procedimentos assistenciais. Por isso, toda pessoa poderá acessar os atendimentos espirituais propostos nas reuniões públicas (Giras). A nenhum médium e/ou entidade é reservado o direito de cobrar dos atendidos, direta ou indiretamente, qualquer importância, valor ou benefício referente a atendimentos espirituais.

 

     A espiritualidade é uma dimensão que transcende ao mundo dos "pesos e medidas". Portanto, taxar um ato espiritual, avaliando-o a partir de critérios materialistas significa mensurar o amor dando-lhes a dimensão do interesse. A qualidade da relação estabelecida entre o atendente e o atendido é fundamental para a obtenção de um plano espiritual ideal. Sem esse plano, é impossível estabelecer a conexão com entidades de luz. No momento em que a Solidariedade, entre ambas as partes, passa a reger o atendimento, as restrições condicionais desaparecem, dando lugar à força moral. Consideramos essa Força moral como sendo um estado de Consciência, e não apenas uma manifestação Egocêntrica.

 

     A gratuidade não é uma prerrogativa exclusiva do T.U.C.A. A grande maioria dos Templos Umbandistas trabalha sem visar outros interesses além dos benefícios espirituais que podem proporcionar. São instituições comprometidas com os fundamentos da reciprocidade. Seus fundamentos são transparentes e seus métodos são rigorosamente afinados com uma filosofia bem definida.

 

     Cabe ressaltar que algumas tradições, originariamente fundamentadas nos preceitos regidos pela Lei de Salva, sentem-se no direito de estipular um "valor simbólico" para a realização de alguns tipos de rituais. Entre eles, podemos citar o Jogo de Búzios, as Consagrações do chão, etc. Apesar de raros, existem Templos Umbandistas que seguem tais preceitos e, por esse motivo, a gratuidade não pode ser generalizada. Em virtude da indefinição sobre o que é "valor simbólico", o tema torna-se polêmico enquanto o fundamento cria margens para exageros.

 

Sacerdote Junior Pereira.
É Simples, é do Bem. É umbanda!

RESPEITO AOS ANIMAIS

     O T.U.C.A. não realiza rituais que envolvem sacrifícios de animais. A prática de ritos que, direta ou indiretamente, atentam contra a vida seria de tal forma incoerente com nossa filosofia e perderíamos nossa finalidade essencial. Porém, nossa posição diante das tradições que praticam rituais com sacrifícios de animais é de profundo respeito. Isto porque conhecemos bem a forma sagrada de como tais animais são abatidos.

     No Candomblé, cada animal sacrificado é previamente submetido a ritos que dignificam o ato. À Natureza são oferecidos os "Axés", e à comunidade o alimento. As partes do animal que são oferecidas aos Orixás correspondem a rigorosos preceitos litúrgicos. O restante é ofertado aos participantes e consumido durante as festas de encerramento das cerimonias iniciáticas. Esta tradição milenar é originária de uma época onde Deus, o Homem e a Natureza integravam a mesma "mesa" e partilhavam o mesmo "banquete".

     Grandes festas como o Natal e a Páscoa são organizadas em torno de uma mesa farta. Nessas mesas, encontramos diversos animais e aves que foram abatidos pelo Homem e, na maioria das vezes, sem nenhum critério. Porque as festas realizadas pelo Candomblé não haveriam de ter a mesma fartura, porém com animais sacralizados? Sabemos que este é um tema polêmico e não temos a intenção de polemizar. Pretendemos apenas propor aos mais radicais uma reflexão, isenta de preconceito, discriminação e hipocrisia. Deixamos claro que nossa instituição não sacrifica animais por questão filosófica, e não por ignorância.

     As propriedades "mágicas" encontradas no sangue vermelho são insubstituíveis. Porém, algumas ervas, desde que bem combinadas podem, com o seu sumo (sangue verde), suprir a ausência do sangue animal. A ritualização dos processos de plantio, colheita, e maceração garante a aquisição de substâncias energéticas adequadas aos diferentes tipos de rituais. Não estamos nos referindo aos princípios ativos das ervas. Extraímos a seiva e a utilizamos ritualísticamente em amacis, banhos, etc. O restante é secado e utilizado em defumações. Por questões éticas, nossa instituição não ministra ervas ou qualquer produto com proposta medicamentosa.

Sacerdote Junior Pereira.
É Simples, é do Bem. É umbanda!